Cámara Oficial Española de Comercio en Brasil realiza Degustação de Vinhos de Ribera Del Duero




 Produtores da região vieram ao país pela primeira vez para inserir seus rótulos no mercado brasileiro

A Cámara Oficial Española de Comercio en Brasil realizou, em parceria com a Asebor (Associação Empresarial de Vinícolas de Ribera Del Duero), uma degustação de vinhos de 11 vinícolas da região de Ribera Del Duero, localizada no planalto norte da Espanha. O evento ocorreu ontem (20/06), no restaurante Figueira Rubaiyat, em São Paulo – cerca de 200 profissionais da área, entre sommeliers, distribuidores, importadores e jornalistas especializados compareceram para apreciar alguns dos principais rótulos locais. Arthur Azevedo, Diretor da ABS- São Paulo (Associação Brasileira de Sommeliers), dirigiu o palestra-degustação com os convidados. “Ribera del Duero é uma região de excelência da Espanha. Os vinhos são intensos do ponto de vista da consistência e cheios de fruta”, definiu. 
Estiveram presentes com o objetivo de apresentar a região produtora e inserir seus rótulos no crescente mercado brasileiro, as vinícolas Ferratus, Del Campo, El Lagar de Isilla, Garcia de Aranda, La Nava, Martín Berdugo, Montevannos, Pascual, Tamaral, Valduero e Viña Buena.  “Tenho certeza de que essa ação será positiva para estreitarmos a relação com os profissionais brasileiros da área”, destacou Antonio Diaz, conselheiro de Asebor.
A diretora executiva da Cámara Oficial Española de Comercio en Brasil, Maria Luisa Castelo, também destacou a importância da ação: “A iniciativa foi um sucesso. É muito importante este trabalho de expansão das marcas no Brasil. As bebidas exclusivas de Ribera del Duero certamente irão agradar ao exigente público brasileiro”. O evento contou ainda com a parceria da Cámara de Comercio e Industria de Burgos.

Ribera Del Duero

Limitada por características geoclimáticas únicas, Ribera del Duero está situada na confluência de quatro províncias da Comunidade Autônoma de Castilla y León: Burgos, Segovia, Soria y Valladolid, totalizando 102 vilas. Com uma rica história, as primeiras vinícolas da área surgiram no interior dessas províncias já no século XIII, tornando-se assim parte importante do desenvolvimento cultural e econômico da região.
O clima especial faz das uvas e dos caldos locais produtos únicos. Com baixo índice de chuvas ao longo do ano e duas estações bem definidas, com verões secos e invernos longos e rigorosos, a temperatura na região varia entre -18 ºC e 40 ºC.
Atualmente o vinho da D.O. Ribera del Duero é o segundo mais vendido da Espanha. Em geral, são bebidas ousadas, potentes, cheias de fruta e com impressionante capacidade de envelhecimento. Essas qualidades se obtêm da uva Tempranillo ou Tinta del País, perfeitamente adaptada ao clima extremo da região.
A combinação de poder e elegância tem sido a assinatura do Tempranillo da Ribera del Duero e a contribuição da região na elaboração de vinho. As outras uvas tintas locais mais usadas são Garnacha, Cabernet Sauvignon e Merlot. Já a uva branca representa 16,5% do total da produção, sendo que a mais empregada é a Albillo ou Blanca del Pais, com a qual se obtém um excelente vinho rosado suave, afrutado e fresco ao paladar.
Os rótulos da D.O Ribera del Duero se dividem em: Tintos Jovens, sem permanência ou com tempo inferior a 12 meses em barris de carvalho; Tintos Crianças, com mínimo de 12 meses em contato com o carvalho; Tintos Reserva, com 36 meses de envelhecimento entre o carvalho e a garrafa, sendo um mínimo de 12 meses no tonel; e os Tintos Gran Reserva, com mínimo de 60 meses de envelhecimento e 24 meses em contato com a madeira; Rosados, elaborados com um mínimo de 50 % das variedades das uvas autorizadas, são fermentados sem a casca de uva, e podem ser consumidos pouco tempo depois da colheita.
Todos os vinhos são produzidos de acordo com o Regulamento da Denominação de Origem Ribera del Duero. Para que possam utilizar o selo de origem, as bebidas são submetidas a um processo de qualidade, testes e análises instrumentais e orgânicas desenvolvidos pelo Conselho Regulador. Hoje em dia, essas novas tecnologias e técnicas modernas, assim como o respeito pelas tradições, têm conduzido a qualidade dos vinhos ali produzidos ao mais alto desempenho.

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